Ave pousa no guidão e no capacete dos ciclistas durante trajeto na capital. Biólogo alerta para cuidados que precisam ser tomados para evitar riscos para humanos e o animal. Ciclistas recebem a companhia inusitada de uma Arara em trilha de Palmas
Araras-canindé são um espetáculo à parte, em Palmas. Elas fazem ninhos em palmeiras, encantam e até interagem com moradores. Uma delas tem feito companhia para ciclistas durante o pedal, pela zona rural da cidade. A ave ‘atleta’ pega carona no guidão, no capacete e no ombro dos ciclistas.
“Um dia nós passamos aqui, na primeira vez, o rapaz falou: ‘Olha, aqui é a rota das araras’. É uma arara que vem nos ciclistas, aí a gente começou a pedalar de manhã, entre 7h30 e 8h, que é o horário que ela está disposta a nos presentear com esse brilho que você viu. Foi andando, fazendo trilha que a gente descobriu isso aqui”, contou a decoradora Cláudia Ferreira.
A presença dela encanta e deixa a trilha ainda mais interessante. É como se fosse o lugar fosse mágico, segundo o servidor público Dimas Magalhães.
“Na verdade, é um grande privilégio para nós ciclistas, sairmos para pedalar e encontrar com um animal como esse, ainda mais nessas condições, já que essa arara é criada livre, solta na natureza. Encontro como esse é muito mágico. A gente só torce para que haja conscientização, que a gente possa ter mais encontros como esse”.
Trilha das araras encanta ciclistas de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
A servidora pública Vanessa Rodrigues virou praticamente uma amiga da ave. A arara se sente à vontade para pousar no capacete, enquanto a ciclista segue pela trilha. Durante o trajeto, ela conversa e interage com o animal: “Você gosta de passear, você quer passear”, pergunta ela.
“Eu sou muito de conversar, eu fico conversando com ela, faço carinho, ela é bem tranquila, tem partes que ela não gosta que toca. Aí você tem que saber manuseá-la, mas ela é muito linda”.
A aproximação surpreende quem passa nessa rota pela primeira vez. “A gente fica surpreso pela questão que ela vem e tem o contato. Ela já tem o costume, isso é muito lindo, muito gratificante”, disse o professor Ercio Azevedo.
Araras-canindés ocupam trilha de Palmas e interajem com ciclistas
Reprodução/TV Anhanguera
Essa aproximação entre a ave e o ser humano tem uma explicação. “Nesse caso, é um animal que foi solto, está livre, voando em todos os locais, mas para isso, especificamente, para ter essa forma de interação, acredito que ele foi adestrado, alguém que já cuidou dele, era o tratador, adestrou naquela atividade de colocar na bicicleta”, disse o biólogo Marcelo Grison.
O biólogo também alerta para os riscos desse contato, tanto para os humanos, quanto para a ave. A orientação é ter cuidados para que esse contato seja mantido.
“Ele tem o corte biológico, uma força no bico, utilizado para quebrar castanhas e cocos. Então, é uma potência na mandíbula, que corre o risco de machucar. Se for criança, pode decepar o dedo, pode ser algo perigoso. Para o animal há o risco no sentido de que por alguma circunstância, se o animal cair, pode ser atropelado, se machucar, a gente não quer isso”.
As araras-canindé podem ser vistas em vários espaços na capital, em praças, parques e até no centro da cidade, em meio ao vai e vem dos carros. Duas delas construíram um ninho no topo de palmeiras, em uma rotatória da avenida Juscelino Kubitschek, uma das principais da cidade.
Um flagrante registrado pela TV Anhanguera mostra um casal de aves na maior tranquilidade e trocando carícias, enquanto as pessoas transitam pelas avenidas.
Encontrar animais silvestres na zona urbana é comum na cidade. A capital conserva muitas árvores nativas do cerrado, o que acaba atraindo vários animais e fazendo com que eles permaneçam perto da comunidade.
Trilha de Palmas promove o convívio entre ciclistas e arara
Reprodução/TV Anhanguera
Arara pega carona com ciclistas em trilha de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins
