Condutores reclamam das condições da estrada há anos. Na época da chuva, os buracos e atoleiros incomodam; na seca, a poeira atrapalha a visibilidade. Falta de pavimentação na TO-422 causa transtorno em moradores de Araguaína há anos
O tempo passa e os problemas na TO-422 continuam em Araguaína, norte do estado. Na época da chuva, os atoleiros atrapalharam o tráfego. Nesse tempo seco, a poeira também incomoda.
Motociclistas reclamam da visibilidade que fica comprometida. “A situação da buraqueira fica melhor, mas a questão da poeira agora, ninguém dá conta. Quando tem um carro na frente, você tem que parar para passar a poeira porque não dá nem para circular”, ressaltou o operador de máquinas Francisco das Chagas.
A rodovia dá acesso ao distrito Agroindustrial de Araguaína e recebeu um serviço paliativo há cerca de dois meses, o que amenizou o problema da buraqueira. Quem viu o trabalho sendo feito acreditava que todos os problemas seriam resolvidos, o que não aconteceu.
Poeira toma conta da TO-422 e motoristas reclamam
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“A gente pensou que iria passar asfalto, mas até agora nada. Aqui é o setor industrial da cidade e parece que é esquecido. Tanto imposto e pouca coisa que se investe aqui para a gente que utiliza a via”, disse Francisco.
A TV Anhanguera fez reportagem em maio, quando o governo estava realizando serviços na rodovia. Na época, o Estado disse que estava trabalhando no projeto para reconstrução da TO-422.
“Todo ano, essa dificuldade, essa mesma coisa. A gente queria chamar a atenção deles para que viessem olhar de perto, não só na época das eleições. Mas que viessem dar uma voltinha, uma passeada para conhecer a situação do Daiara”, disse o motorista Edson Carlos.
O Governo do Tocantins, por meio da Agência Tocantinense de transportes e Obras (Ageto), informou que está realizando a licitação para reconstrução do trecho da TO-422, entre a BR-153 e o Distrito Industrial de Araguaína (Daiara).
Informou também que o local será adaptado para o intenso tráfego de veículos de cargas com aplicação de material de alta resistência conhecido como Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e que as obras devem começar ainda neste semestre;
Por fim, enfatizou que, quando construída, a estrada não foi projetada para receber o intenso tráfego de cargas, por isso o pavimento deteriorou rapidamente e que para melhorar a trafegabilidade da via, foi realizada a correção de base e de sub-base da rodovia.
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Fonte: G1 Tocantins
