Passageiros reclamam da estrutura dos pontos de ônibus tecnológicos de Palmas: ‘Não melhorou nada’

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As estruturas foram instaladas entre 2017 e 2018. Depois de quatro anos os locais estão depredados e os equipamentos não funcionam. Paradas de ônibus tecnológicas de Palmas não possui nenhum serviço funcionando
As estruturas dos pontos de ônibus tecnológicos instalados em Palmas nos últimos anos não estão agradando a população em nada ultimamente. Os locais foram entregues com iluminação LED, captação de energia solar, tomadas e conexão wifi, mas estão depredados e os recursos prometidos não funcionam.
A Prefeitura de Palmas foi questionada sobre os problemas, mas ainda não se manifestou.
A técnica de enfermagem Alvenice Mota lembra que logo após a instalação as estruturas tinham acesso a internet. “Alguns pontos tinham wifi, agora não tem mais. Porquê? Falta de boa administração, né [sic]?”.
A promessa de melhorar os pontos de ônibus da capital surgiu em 2017 e a primeira estrutura foi instalada no mesmo ano. Em 2018 houve a entrega de mais 22 estruturas autossustentáveis entre as regiões sul e norte da capital.
A Prefeitura de Palmas também havia anunciado a instalação de microaspersores para amenizar a temperatura em um ponto da Arse 12 (106 Sul). Só que a única água que escorre por lá sai da irrigação da horta de uma escola que fica atrás do ponto.
A usuária do transporte público Paloma Conceição diz não notar a diferença. “Não melhorou nada, porque no ponto de ônibus não tem wifi, não tem tomada”.
Ponto de ônibus tecnológico instalado em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
A equipe da TV Anhanguera percorreu nove pontos de ônibus da região central de Palmas. Nenhum deles tinha internet ou tomada funcionando para carregar o telefone. Em alguns casos as tomadas estavam queimadas ou nem existiam.
A falta de iluminação também é um problema. Há sinais de depredação, com forro quebrado ou caindo. Sobre as placas solares não foi possível verificar a situação por estarem instaladas em cima das estruturas dos pontos.
O advogado especialista em direito administrativo, Felipe Boarin, explica que a manutenção desses espaços é responsabilidade do município, mesmo após mudanças de gestão.
“Os bens públicos precisam ser resguardados justamente porque quando eles foram contratados foi verificado naquele momento o interesse público. Daí agora sem mais nem menos há uma falta de cuidados. Esse interesse público não deixou de existir. A administração pode ser responsabilizada por essa falha, pelo mau uso do recurso que com certeza tinha um viés público. Não ter a preservação dessas estruturas é um tanto contraditório”, explicou.
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Fonte: G1 Tocantins