Estudante conta que ela e toda a família sofrem durante o período de estiagem. Fumaça das queimadas pode agravar alergia e outras doenças respiratórias
Quem vive no Tocantins geralmente reclama da estiagem, mas para as pessoas com algum problema respiratório a situação é ainda pior. Além do calor e da poeira, o tempo seco ainda piora com a quantidade de incêndios, que trazem fumaça e fuligem para muito perto ou até mesmo para dentro de casa.
Na família da estudante Ivana Moreira todo mundo sofre com esses problemas. “Lá em casa eu tenho sinusite, meu pai tem, a minha mãe tem alergia. Então, as coisas ficam mais difíceis porque a dificuldade para respirar é bem maior, nariz fica sagrando. A gente precisa de algum jeito deixar a casa mais úmida, com o umidificador ligado ou uma água perto para ver se ameniza um pouco”, disse.
O policial penal Agnaldo Gomes também tem problemas respiratórios e conta sobre as dificuldades que passa nessa época. “Eu sofro de renite. Dá bastante coriza, irrita bastante as narinas, dá bastante espirro e parece muito que você está gripado. É uma coisa que fica insuportável”, disse.
Queimadas em áreas urbanas prejudicam saúde dos moradores
Reprodução/TV Anhanguera
O médico otorrinolaringologista, Willian Matos, explica que essa combinação do tempo seco com as queimadas pode piorar consideravelmente casos como os da família da Ivana.
“A nossa barreira de proteção da mucosa interna da via aérea pode ser bastante prejudicada por esses fatores que acabam diminuindo a produção de secreção que nos protege, alterando os fatores imunes que protegem a nossa via aérea e também deixam essas mucosas mais suscetíveis a infecções de vírus e bactérias”.
A principal dica para tentar amenizar os sintomas, tanto para crianças, adultos ou idosos é manter sempre os cuidados com a hidratação.
“Focar em ter sempre uma garrafinha de água. A hidratação ajuda bastante a via aérea. Outra questão que ajuda é a limpeza do nariz com soro fisiológico, em qualquer idade, várias vezes ao dia e com bastante volume de soro fisiológico”, contou.
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Fonte: G1 Tocantins
