Grupo atuava dentro e fora de presídios e é apontado como responsável por assassinatos, roubos e pelo tráfico de drogas em várias regiões do Tocantins. Presos foram levados para pátio durante revista na Unidade Penal de Palmas
MPTO/Gaeco
A lista com os 19 alvos da operação desta terça-feira (21) contra a facção criminosa suspeita de atuar dentro e fora de presídios no Tocantins traz alguns apelidos curiosos para os envolvidos. Um dos principais alvos que se encontra em liberdade e é apontado como comandante do grupo na região de Paraíso do Tocantins é conhecido como ‘Morte’. Há ainda integrantes chamados de ‘Sanguinário’ e ‘Tenebroso’.
Nem os personagens de desenhos animados escaparam. A lista conta com ‘Pernalonga’, ‘Moon Há’ e ‘Coringa’.
Alvos da operação Collpasus, do MP do Tocantins, contra uma facção criminosa
Reprodução
Confira a lista completa de alvos e os apelidos de cada um:
Michael Douglas Mendes Moraes – Morte
Wallison Alves Mota – Brooklin ou Moon-Há
Andersson De Oliveira Cardoso – Glock, Pernalonga ou Rafael
José Elias Ferreira De Sousa – 762
Matheus Araújo Farias – Caçambeiro
Wislã De Souza Santos
Diego Rodrigues Dos Santos – Do Gueto
Eudivan Da Conceição Alves – Carcará, Insano ou Neguim
Felipe Moreira Siel – Orochimaru ou Pirata
Leandro Neres De Souza – Coringa ou Enzo Gabriel
Igor Alexandre Pereira Lima – Thiagão ou Perseguição
Lucas Bulhões Nunes – R7
Pedro Henrique Sena Duarte – Mensageiro Da Morte
Higor Freire De Araújo – Paraíba
Francisco Hiago Freire De Araújo
Marcelo Gomes De Oliveira Júnior – Sanguinário
Fernando Marcos Ferreira Silva – Madruga ou Fuboca
Carlos Eduardo Pereira Sampaio Da Conceição – Bandoleiro
Felipe Nunes De Carvalho – Tenebroso
O g1 ainda tenta localizar as defesas dos citados. Parte dos investigados já está presa, mas seis deles estavam em liberdade e por isso são procurados pelas equipes.
Policiais sobrevoam presídio de Palmas durante operação
A operação
Presos aguardam o fim da revista na Unidade Penal de Palmas
MPTO/Gaeco
A operação tem diligência em três estados (Tocantins, Pará e São Paulo). O grupo é suspeito de tráfico, roubos e assassinatos. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins (MPTO), coordena a ação feita em parceria com as polícias Civil, Militar e Penal do Tocantins.
Foram feitas revistas em Unidades Penais de Palmas, Miracema, Paraíso e Cariri. As investigações apontam que os suspeitos foram flagrados em interceptações telefônicas afirmando que tinham mais de 65 armas artesanais dentro das celas. Durante as investigações a polícia apreendeu quase 300 quilos de drogas.
Unidade Penal de Palmas foi um dos presídios alvo da operação
MPTO/Gaeco
Imagens aéreas mostram a movimentação em uma das unidades durante a revista determinada pela Justiça. Os presos foram retirados das celas para as buscas e colocados em pátios da Unidade Penal de Palmas (Antiga Casa de Prisão Provisória).
Além do tráfico e dos assassinatos o grupo também é suspeito de cometer assaltos à mão armada e roubar veículos para arrecadar fundos para a facção. Os veículos furtados eram usados em rifas. A Justiça do Tocantins bloqueou R$ 3 milhões em contas ligadas a essa facção criminosa.
Nota do Governo do Tocantins na íntegra
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informa que colaborou, por meio do Grupo de Operações de Inteligência (GOI) e o Grupo de Operações Penitenciárias (Gope), com a Operação Collapsus comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Tocantins (Gaeco/MPTO) que aconteceu nesta terça-feira, 21, nos estados do Tocantins, Pará e São Paulo, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava no tráfico de drogas no Tocantins.
O combate a intervenção do crime organizado dentro das unidades penais do Tocantins está sendo feito por meio do Plano de Reestruturação, Reaparelhamento e Readequação do Sistema Penal que qualificou, recalculou e redistribuiu vagas, com vistas a promover a assistência educacional, material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa, e também promover trabalho, com a finalidade educativa e produtiva, visto que onde o Estado está presente não há espaço para o crime.
Também se tem destinado atenção a capacitação, treinamento e valorização dos policiais penais e servidores, resultando em segurança e um ambiente prisional propício para que a pessoa privada de liberdade cumpra sua pena de forma humanizada e que seja reinserida na sociedade com uma nova perspectiva.
Policiais entrando na Unidade Penal de Palmas
Reprodução
Policiais entrando na Casa de Prisão Provisória de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins
