Vítima foi sequestrada, submetida a tortura e morreu por afogamento. Dois réus respondem pelo assassinato e o terceiro por ter atrapalhado nas investigações da Polícia Civil. Corpo foi encontrado em uma cova
Secom/ Polícia Civil
Três homens serão levados a júri popular nesta quinta-feira (5) por envolvimento com a morte do vendedor de frutas Carlos Magno Alves Reis. O crime aconteceu em junho de 2022 em Araguaína, no norte do Tocantins. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi sequestrada, submetida a tortura e morreu por afogamento.
Os réus pelo assassinato são o empresário Aumirlei Alves de Castro e Cláudio Kennedy Goiás Rodrigues de Araújo, que teriam envolvimento direto com o crime.
O terceiro denunciado é Alberto Vulcão Barbosa, que também é empresário. Ele não teria participado diretamente do homicídio, mas atrapalhado as investigações da Polícia Civil com informações falsas. O g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
Conforme a acusação do MPE, o empresário Aumirlei Alves de Castro suspeitava de a vítima havia subtraído um aparelho de telefone da sua esposa. Ele teria planejado o sequestro de Carlos Magno para obter uma confissão do furto e informações sobre o paradeiro do celular.
O segundo envolvido, Cláudio Kennedy Goiás Rodrigues de Araújo, teria ajudado no crime amarrando a vítima e se revezando em uma sessão de torturas físicas e psicológicas, em uma chácara em Araguaína.
A vítima negava ter furtado o aparelho e tentou fugir, mas foi alcançada por Aumirlei Alves próximo a um córrego, onde iniciaram um embate físico. Debilitado pela tortura, Carlos Magno não teve força para reagir e terminou sendo afogado pelo empresário.
Após a morte, os dois réus teriam voltado para a cidade, onde compraram uma pá e uma lona. Os itens foram utilizados para cavar um buraco e enrolar o corpo da vítima.
Eles foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de métodos que dificultaram a defesa da vítima. Também respondem por tortura mediante sequestro e ocultação de cadáver.
O comerciante Alberto Vulcão Barbosa responde no mesmo processo por supostamente prestar informações falsas à Polícia Civil, visando dificultar a investigação. Ele foi denunciado por falso testemunho em processo penal, cuja pena é de 2 a quatro anos de prisão e multa.
Entenda
O vendedor de frutas desapareceu no dia 18 de julho de 2020 após sair para fazer um serviço de montagem de móveis. Uma semana depois, no dia 23 de julho, foi obtida a informação de que o corpo estaria enterrado em uma chácara na região da Jacubinha, aproximadamente oito quilômetros de Araguaína.
A polícia fez buscas na região, com ajuda de aproximadamente 20 pessoas, até que a cova com o corpo foi localizada no dia 25 do mesmo mês.
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Fonte: G1 Tocantins
