Polícia Civil faz operação contra grupo que adulterava motos roubadas e vendia como se fossem veículos de leilão

0
66

Investigadores estimam que mais de 100 motos roubadas foram ‘esquentadas’ e revendidas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palmas e Porto Nacional. Quadrilha de roubo de motos que atuava na região central do Estado é desmantelada
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palmas e Porto Nacional, na manhã desta quarta-feira (1º), em operação contra um grupo suspeito de adulterar e vender motos roubadas. Segundo a investigação da Polícia Civil, os criminosos vendiam os veículos como se fossem itens adquiridos em leilão e legalizados. A ação foi chamada de operação Reprise.
O suposto chefe do grupo e mentor do esquema já estava preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas por envolvimento em clonagens e receptação de veículos roubados. Foi a partir de conversas encontradas no telefone dele que os investigadores desvendaram o esquema.
Durante a manhã os mandados de busca foram cumpridos nas casas de dois suspeitos de participar do esquema. A operação foi realizada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) em conjunto com o setor de inteligência do 1° Batalhão da Polícia Militar.
Criminosos adulteravam chassi, motor, placa, lacre e a etiqueta de identificação.
Divulgação/DICOM/SSP-TO
A Polícia Civil afirmou que modalidade de crime praticado pelo grupo fez os números de roubos e furtos de motos crescerem mais de 500% em Palmas. “Muitas pessoas adquiriram essas motos roubadas e acreditavam que eram motos realmente oriundas de leilão”, comentou o delegado Rossílio Correia.
Como funcionava o esquema
Os investigadores descobriram que o líder do grupo pedia para outros criminosos roubarem e furtarem motocicletas em Palmas. Os veículos eram repassados para que fossem adulterados e vendidos.
De posse dessas motocicletas, os suspeitos adulteravam o chassi, motor, placa, lacre e a etiqueta de identificação. Eles ainda “esquentavam” as motos com documentos ideologicamente falsos de outros veículos idênticos. Para isso, o grupo falsificava nota fiscal de empresas de leilão, com a inclusão de dados de veículos em situação regular.
Os investigadores estimam que mais de 100 motos roubadas foram esquentadas com notas fiscais falsas e revendidas pelo grupo. “Desde o início da operação, a polícia já recuperou e devolveu aos legítimos proprietários mais de 20 dessas motos roubadas”, informou o delegado.
Polícia acredita que pelo menos 100 veículos foram adulterados
Divulgação/DICOM/SSP-TO
Durante as investigações foram encontradas centenas de conversas no celular do líder do grupo falando sobre a falsificação das notas fiscais. Com uma única nota, emitida em 2021 para um item leiloado, o grupo conseguiu incluir dezenas de motos roubadas.
O nome da operação Reprise, que significa repetição, foi escolhido em alusão ao investigado que foi preso por mais de dez vezes pela Polícia Civil e é investigado por mais de 20 casos de receptação e clonagens de veículos.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins