Caso foi registrado em agosto do ano passado em Miranorte, no centro do estado. Segundo a polícia, Samu alegou que ligações não estavam sendo gravadas na época. Calçada de onde mulher com nanismo caiu
Reprodução
Uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil esteve na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Palmas, nesta sexta-feira (3), para periciar os equipamentos de informática que gravam as ligações. O procedimento faz parte das investigações sobre a morte de uma mulher anã em Miranorte, na região central do estado, em agosto do ano passado. A polícia tenta descobrir se houve omissão de socorro.
Na época, a vítima de 33 anos caiu de uma calçada e começou a passar mal. Ela foi acolhida por uma moradora e recebeu um lugar par dormir, mas não resistiu e foi encontrada sem vida na manhã seguinte. A testemunha disse ter ligado para o Samu, mas nenhuma equipe foi enviada.
No decorrer das investigações o delegado responsável requisitou informações aos responsáveis do Samu, mas foi informado que os aparelhos não estavam gravando no dia dos fatos. A perícia vai servir para checar a veracidade da alegação.
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Ainda conforme a polícia, a empresa encarregada de montar os equipamentos e dar manutenção tinha sido contatada pelo município em fevereiro de 2021, com prazo de 12 meses.
“Porém, por incrível que pareça a empresa alegou que até a data de 19 de agosto de 2021 os aparelhos não estavam gravando”, afirmou o delegado Pedro Henrique, responsável pela investigação.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte da vítima e se realmente houve negligência no atendimento que deveria ter sido prestado à mulher.
Entenda
Mulher morreu após cair de calçada e bater cabeça no chão
Arquivo Pessoal
A vítima, identificada apenas como Fernanda, morreu depois de cair de uma calçada em Miranorte, na região central do estado, e bater a cabeça no chão. Inicialmente a Polícia Civil tinha dado um prazo de dez dias para conclusão do inquérito, o que acabou não acontecendo.
Após o acidente a mulher foi abrigada por uma moradora e recebeu um lugar para dormir na varanda de uma casa, mas não resistiu e foi encontrada sem vida na manhã seguinte.
“A vítima Fernanda se encontrava morta na residência sem sinais de agressão, sem sinais de homicídio, mas na data anterior a vítima ingeriu bebidas alcóolicas e em decorrência disso acabou caindo e bateu a cabeça. As investigações estão em andamento e o inquérito foi instaurado, com requisições e pessoas ouvidas”, explicou o delegado Pedro Henrique Félix Bernardes, titular da 66ª DP de Miranorte.
A Secretaria de Saúde de Palmas disse, na época, que na ligação foi dito que a Fernanda necessitava apenas de um transporte para sua residência e que as ambulâncias do Samu não fazem esse serviço.
Apesar de Miranorte ter uma sede própria para a Unidade de Suporte Básico, que conta com uma ambulância e prestam atendimentos menos complexos, é a central em Palmas que é responsável pela regulação do atendimento na cidade e em outros sete municípios.
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Fonte: G1 Tocantins
