Veja como funciona o equipamento usado para espantar pombos em espaços de Gurupi

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Prefeitura também vai retirar ninhos e ovos do Mercado Municipal e da Feira Coberta para evitar que aves retornem às estruturas. Gurupi vai usar ondas sonoras para espantar pombos
Para afastar a população de pombos do Mercado Municipal e da Feira Coberta da Rua 7, em Gurupi, no sul do estado, a prefeitura já começou a testar os equipamentos que emitem ondas sonoras que incomodam as aves. Como são atraídos por alimentos, os comerciantes locais reclamam dos riscos que os animais podem causar, por serem portadores de diversas doenças.
Segundo o biólogo e diretor de Meio Ambiente do município, Marcus Teixeira Marcolino, as frequências sônicas não colocam os animais em risco, apenas incomodam a audição. “É bem simples. Ele acaba incomodando os pombos, que vão procurar outros locais para se instalar”, disse.
Além da ajuda do aparelho repelente, a prefeitura vai retirar ninhos e ovos das aves e tapar os espaços preferidos em que costumam se abrigar, para evitar que os pombos se instalem novamente.
“Com uma semana que fizeram a instalação dos equipamentos e parece que já surtiu efeito”, disse.
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Ondas também afastam pragas
O biólogo explicou que não são só as aves que se incomodam com o ruído do equipamento. Outros animais que se tornam pragas e podem transmitir doenças ao ser humano também se afastam com o repelente. Inclusive, o ouvido humano também é sensível à certas vibrações.
Ondas sônicas produzidas pelo equipamento também afastam outros animais
TV Anhanguera/Divulgação
“O aparelho emite um som, que dependendo da frequência que você coloca, nem gente consegue ficar próximo. Ao mudar a faixa da frequência, parece que o volume diminui, mas na verdade para cada animal tem uma que funciona melhor. Para o pombo, ninguém escuta nada, mas o pombo está sendo incomodado”, afirmou.
Por serem animais protegidos por leis ambientais, a opção de espantar através das ondas sonoras é a mais indicada, segundo o biólogo, já que não afeta a saúde dos pombos. “Você acaba tendo um impacto mínimo no meio ambiente ou com cuidado animal”, completou.
Uma semana após a instalação e testagem das ondas sonoras, a prefeitura também pretende instalar os equipamentos em outros pontos da cidade, como o Central de Abastecimento de Gurupi (Ceasa).
As aves podem transmitir zoonoses como a bactéria salmonela, ecoli, criptococose e até toxiplasmose. Além disso, elas podem ser portadores ou reservatórios de outras doenças.
O investimento com o sistema gira em torno dos R$ 6 mil e a expectativa é que em poucos meses as aves deixem os locais que possuem o equipamento instalado.
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Fonte: G1 Tocantins