Análise de armas vai mostrar se grupo preso em Palmas foi responsável por assassinatos

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Quatro homens e um adolescente presos estão sendo investigados por uma onda de homicídios. Armas que estavam com os suspeitos foram apreendidas
GMP/Divulgação
As armas encontradas com quatro homens e um adolescente nesta quinta-feira (25) em Palmas vão passar por perícia. O grupo preso pela Guarda Metropolitana está sendo investigado por envolvimento em uma sequência de homicídios na capital. Segundo a Polícia Civil, o confronto balístico vai comprovar se o armamento foi usado nos crimes.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), a previsão é que o resultado da perícia seja concluído em 15 dias.
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O grupo, que também é suspeito de integrar uma facção criminosa, foi detido em um condomínio no setor Lago Sul, em Palmas. No local também foram apreendidas drogas e munições. Em uma casa, também na região sul, foram encontradas armas e facas.
Operação apreendeu munições, drogas e dinheiro com suspeitos
Reprodução/TV Anhanguera
Apesar da suspeita de envolvimento nos assassinatos, eles foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas de fogo.
Um dos principais suspeitos apontado pelos guardas é Mateus dos Santos Guimarães, de 18 anos, também conhecido como Canela. Ele estava com um mandado de prisão em aberto por homicídio. Os quatro suspeitos presos e o menor apreendido foram levados para a delegacia.
Guardas realização ação na região sul de Palmas
GMP/Divulgação
Só neste mês de agosto foram registrados 16 assassinatos em Palmas. No ano passado, no mesmo período tinham sido duas mortes. Duas vítimas recentes foram queimadas e estavam com as mãos e os pés amarrados.
A última morte foi do jovem Higor Pereira Melo, de 20 anos, que trabalhava como garçom na Praia da Graciosa. Ele foi baleado dentro de casa na quarta-feira (24), por homens que chegaram de carro e dispararam vários tiros.
A polícia suspeita que ele foi assassinado por engano. Isso teria acontecido porque um traficante havia morado na mesma casa, antes de Higor alugar o imóvel para viver com a família.
Higor Pereira Melo, de 19 anos, trabalhava em um restaurante da capital
Divulgação
Os homicídios estão sendo investigados de forma conjunta pelas equipes da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (DENARC) e da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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Fonte: G1 Tocantins