Mais de 5,9 mil eleitores votam em terras indígenas no TO; helicóptero levará urnas para aldeias

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Neste ano, urnas serão instaladas em regiões mais remotas, como na Ilha do Bananal. Conheça mais sobre projeto que levou cartilhas bilíngues e simulou votação em escolas indígenas. Justiça Eleitoral levou urnas eletrônicas a escola indígena para fazer simulação do voto
Reprodução/TV Anhanguera
No Tocantins, 5.986 eleitores irão votar em terras indígenas no próximo domingo (2). Segundo a Justiça Eleitoral, serão 22 pontos de votação instalados em aldeias. Dessa vez, as urnas serão levadas para regiões mais remotas, como a Ilha do Bananal, com o apoio de um helicóptero.
A 13ª Zona Eleitoral, localizada em Cristalândia, tem 1.271 eleitores, o maior número em todo o estado.
Para levar informações sobre o processo eleitoral, a Justiça percorreu várias cidades distribuindo cartilhas bilíngues. São quatro publicações ao todo, com tradução para as línguas maternas dos povos Karajá, Xerente, Apinajé e Krahô. Com linguagem simples e didática, a intenção é facilitar o acesso a informações e ampliar a compreensão dos indígenas sobre as eleições.
Na aldeia Macaúba, do povo Xerente, o juiz eleitoral Wellington Magalhães, foi pessoalmente entregar o material. Esse é o terceiro ano consecutivo que a Justiça distribui as cartilhas. “A Justiça vem buscando incentivar, estimular que o indígena possa participar de forma consciente e livre do processo eleitoral, denunciando compra de voto e a ausência de serviços públicos”, destacou.
As orientações também foram distribuídas para cerca de 300 alunos de uma escola indígena, na zona rural de Tocantínia. Eles também participaram de uma votação simulada, com candidatos fictícios.
“O objetivo primordial desse programa é, além de fortalecer a participação do indígena no processo político-democrático, despertar nos indígenas, nessa nova geração, no sentido de participar, de reivindicar, de reclamar, de buscar melhorias para suas comunidades através de seus representantes”, afirmou o juiz.
Indígenas receberam cartilhas bilíngues com informações sobre a importância do voto
Reprodução/TV Anhanguera
É o caso da Ruth Asatedi Xerente, de 18 anos. Domingo ela votará pela primeira vez. “Eu achei interessante porque eu não sabia como votar ainda. Com a urna eletrônica eu sei como vou votar”.
Para o professor Armando Xerente, a iniciativa promove conhecimento para que indígenas escolham, de foram segura e consciente, os próximos governantes.
“Pregando isso a importância da democracia para que eles tenham conhecimento e convicção de escolher os governantes. Nesses quatro anos, eles que vão conduzir o nosso país”, finalizou o professor Armando Xerente.
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Fonte: G1 Tocantins