Golpista cria curso de educação física falso e engana alunos por quase dois anos; vítimas organizaram até formatura

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Homem se passou por representante de universidade e fez várias vítimas. Alunos só perceberam o golpe quando começaram a esperar pelo diploma. Suspeito foi preso por estelionato
Polícia Civil/Divulgação
Um homem de 47 anos foi preso suspeito de se passar por representante de uma universidade particular e enganar diversas pessoas em Colméia, na região centro-norte do estado. Segundo a Polícia Civil, ele administrou e geriu um curso falso de Educação Física, fazendo as vítimas acreditarem que realmente estavam matriculadas e cursando educação superior. Os alunos chegaram até a organizar a formatura no curso.
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O nome do investigado não foi divulgado pela polícia e por isso o g1 não localizou a defesa dele.
A investigação apontou que o homem conseguiu manter a farsa por vários meses e enganou diversas pessoas. A polícia disse que ele chegou a emitir históricos escolares, certificados, declarações e cédulas de identidade profissional falsos para alguns alunos.
Por quase dois anos as vítimas acreditaram no golpe aplicado, frequentaram as aulas, pagaram as mensalidades e organizaram a formatura. A fraude só foi descoberta depois que os alunos começaram a desconfiar da demora para emissão dos diplomas.
“No decorrer das investigações ficou comprovado que os alunos depositaram várias mensalidades do curso na conta bancária pessoal do autor, sendo que todos eles, após o suposto término do curso, receberam a documentação como se o tivessem concluído, tendo em mãos, inclusive, a carteira de identidade profissional do Conselho Regional de Educação Física. No entanto, todos os documentos eram falsos”, explicou o delegado João Luís Jucá.
Mandados foram cumpridos em endereços de Paraíso do Tocantins
Polícia Civil/Divulgação
Ao ser procurado pelos alunos o golpista sempre prometia que “estava organizando toda a documentação” e enquanto isso as vítimas poderiam utilizar os documentos entregues – que eram falsos. Com a insistência das vítimas, o golpista parou de atender as ligações e não voltou à cidade.
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A polícia informou que um dos alunos teria, inclusive, sido submetido a fiscalização do conselho de classe, que não aceitou a documentação apresentada. Algumas vítimas procuraram 45ª Delegacia de Colméia e o caso começou a ser investigado.
“Muitas pessoas foram vítimas do crime de estelionato. As vítimas viram seus sonhos se transformarem em angústia e tristeza já que, passados muitos anos, sequer podiam exercer aquela profissão que desejavam”, disse o delegado.
Nesta terça-feira (7) foram cumpridos o mandado de prisão e duas ordens de busca e apreensão contra o suspeito em Paraíso do Tocantins. Ele foi localizado com apoio da a 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC) e depois mandado para a Unidade Penal da cidade.
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Fonte: G1 Tocantins