Adolescente com Febre do Nilo Ocidental está internado na UTI do HGP há cerca de 30 dias

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O irmão dele, de 11 anos, também está na UTI do Hospital Geral de Palmas com os mesmos sintomas; no caso dele ainda não há comprovação laboratorial. Adolescente de 16 anos diagnosticado com a Febre do Nilo Ocidental está internado há cerca de um mês no HGP
André Araújo/Governo do Tocantins
O adolescente, de 16 anos, diagnosticado com a Febre do Nilo Ocidental está internado na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP) há cerca de 30 dias. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Esse é o primeiro caso da doença registrado no Tocantins.
O diagnóstico ocorreu nesta quarta-feira (10), após o resultado dos exames laboratoriais feitos no Instituto Evandro Chagas, em Belém.
Um irmão do paciente, de apenas 11 anos, também está internado no HGP. No caso dele, não houve comprovação laboratorial. No entanto, é provável que ele esteja com a doença por ter apresentado os mesmos sintomas, na mesma época. A criança também está na UTI do HGP. Novos exames serão feitos e encaminhados para o instituto.
Os irmãos vivem com a família em um assentamento no município de Caseara. No início do mês de abril passaram mal e foram encaminhados para o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins. Em seguida, encaminhados para o HGP. Eles deram entrada com sintomas de febre e confusão mental.
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Wikimedia Commons
“Quando nós temos um vínculo familiar, no mesmo local de residência, nós temos um critério presumido. Então, nos temos um paciente que foi identificado o vírus no sistema nervoso central e por semelhança das queixas, febre, confusão mental, rebaixamento da consciência de forma importante, nós correlacionamos esse outro paciente”, explicou o infectologista Flávio Milagres.
A Superintendência de Vigilância em Saúde, Perciliana Bezerra, informou que o Instituto Evandro Chagas solicitou novas amostras do paciente de 11 anos para a realização de outros exames. Ela explicou que não há tratamento específico para a doença.
“A Vigilância acompanhou diariamente, não existe tratamento específico para essa doença. Ela é tratada de forma sintomática, conforme o quadro clínico que o paciente apresenta. Todas as condutas clínicas e terapêuticas feitas nesse paciente estão condizentes com os protocolos nacionais e internacionais para o tratamento de doenças neurológicas”, afirmou.
Segundo Perciliana, não há vacina para a Febre do Nilo Ocidental. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa.
“O mosquito é o vetor transmissor. O reservatório natural são aves silvestres. O mosquito pica a ave infectada, automaticamente ele se infecta. Ao picar uma pessoa, ele transmite a doença. Se ele picar uma pessoa doente pode transmitir para outra? Não. Ele transmite para humanos e equídeos, cavalo, muares”.
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Fonte: G1 Tocantins