VÍDEO: Delegado afirma que algumas vítimas de assassinatos em Palmas não têm relação com facções criminosas

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“Eles não o conheciam e mesmo assim resolveram matar”, conta o delegado sobre um crime cometido nesta semana. Palmas registrou 64 assassinatos este ano até a última quinta-feira (11). Delegado afirma que nem todas as vítimas de homicídios em Palmas são de facção
Palmas tem registrado vários homicídios nos últimos dias e a principal suspeita da polícia é que eles estejam relacionados a brigas entre facções criminosas que atuam na cidade. No entanto, nem todas seguem esse padrão, como o assassinato de um homem na terça-feira (9) na região sul da capital.
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A Polícia Civil diz que a linha de investigação se preocupa em não abordar todos os crimes como relacionados à briga de facções.
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O delegado Israel Andrade acredita que, pelos depoimentos de testemunhas, os suspeitos teriam pedido à vítima para mostrar documentos e possíveis tatuagens que o identificassem como membro de alguma facção. Apesar da comprovação, ele foi assassinado.
“Não significa que todas as vítimas fazem parte da facção rival, isso inclusive é preocupação da investigação. Na terça-feira nós tivemos um homicídio em que testemunhas e outras provas confirmaram que foram esses indivíduos e pediram para a vítima mostrar carteira de trabalho, perguntaram se tinha tatuagem, ou seja, eles não o conheciam, ele não era faccionado e mesmo assim eles resolveram matar”, comenta o delegado.
Delegado em entrevista coletiva nesta sexta-feira
Reprodução/TV Anhanguera
Prisões
Na manhã desta sexta-feira (12), cinco homens foram presos em um carro roubado com diversas armas. Eles teriam envolvimento com os assassinatos registrados na capital neste mês. A Polícia Civil já estava investigando os suspeitos.
Armas e outros itens apreendidos com suspeitos presos nesta sexta-feira (12)
Divulgação/Polícia Civil
A principal hipótese trabalhada pela Polícia é que os crimes recentes sejam fruto de briga entre facções criminosas que atuam na cidade. “Verificamos que existe realmente grupos rivais que estão brigando por ocupação de terreno e nós estamos agindo energicamente”, afirmou o secretário de Segurança Pública do estado, Wlademir Costa.
A forma como esses assassinatos são cometidos também reforçam essa ideia. “Em alguns crimes, a maneira como eles agem é exatamente a mesma coisa e isso também é um elemento que nos leva a crer que na participação deles em mais crimes”, explica o delegado Andrade.
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Fonte: G1 Tocantins