Amor sem limites: filhos contam como é a relação com as mães que estão a quilômetros de distância

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Neste dia especial conheça histórias de tocantineses que vivem longe das mães, mas não deixam de celebrar o dia especial com a mesma intensidade. Reunir os filhos para celebrar e receber presentes é tradição no Dia das Mães, mas nem todo mundo precisa dessa troca física para fazer o dia ser especial. As histórias a seguir contam histórias que provam que o amor dessas mulheres supera até cinco mil quilômetros de distância para alcançar o coração dos filhos.
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A produtora cultural Ana Elisa Martins, de 34 anos, mora em Palmas (TO) enquanto a mãe, Ilda Martins, de 60, faz trabalho voluntário na Guatemala. Ela conta que a mãe se mudou em 2020, quando decidiu assumir a administração de uma fazenda da igreja católica que atende pessoas necessitadas. Claro que os seis filhos sentiriam saudade, mas entenderam a decisão da mãe que se mudou junto com o marido.
Dona Ilda e Ana no casamento do irmão em Bueno Aires
Reprodução/ Arquivo pessoal
“Fazia muito sentido para eles ir para lá. Não teve como a gente querer ser contra ou coisa do tipo. Nossa reação foi de entender essa decisão e aceitar.”
Desde então, Ana Elisa e a mãe se viram apenas uma vez, quando se reuniram para o casamento de um dos irmãos na Argentina no começo deste ano. “Nós nos encontramos no hall do hotel, nos abraçamos e fomos dar uma volta em Buenos Aires”
Pode parecer contraditório, mas ela acredita que a distância acabou unindo ainda mais as duas. “A saudade faz com que eu fale mais com ela do que quando estávamos perto.”
Ilda, o marido e alguns dos filhos em Bueno Aires
Reprodução/ Arquivo pessoal
E não importa a idade, a gente sempre vai sentir falto de um colinho de mãe e com a Ana não é diferente. “Quando tem aqueles dias difíceis, que a gente fica meio triste, dá vontade de ter o colo da mãe por perto pra deitar a cabeça. Mas apesar da distância e da saudade, a felicidade dela e o amor superam tudo.”
Os planos para este Dia da Mães são simples para Ana e seus irmãos. “Estamos combinando, todos nós [os irmãos] um horário para fazer uma videochamada com todos reunidos”, contou.
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Novas oportunidades, a mesma saudade
Rubia e Eliete na formatura da engenheira
Reprodução/ Arquivo pessoal
Rubia Mores, Engenheira Ambiental, paraense de 26 anos, se mudou para o Tocantins em 2016 para estudar, depois, arrumou emprego na área e acabou ficando no estado. Ela descreve a relação com a mãe como de “um filme clichê”. Eliete Miranda de 46 anos é sua melhor amiga e confidente. Aquele tipo de mãe que sabe como a filha está só de ouvir a voz.
Apesar de serem muito próximas, Eliete em momento algum pensou em impedir a filha de ir para outro estado estudar. Na verdade, quem pensou em desistir por causa da distância, foi a própria Rubia. “Em nenhum momento ela quis impedir meu sonho, ela sempre me permitiu fazer o curso que eu queria e também ser quem eu quisesse ser”, explica a engenheira.
Claro que as duas usam e abusam das tecnologias para matar a saudade, mas o abraço e contato ainda são insubstituíveis.
“Ligação de vídeo não tem a mesma intensidade do que estar perto naquele momento.”
Mãe e filha passando férias juntas
Reprodução/ Arquivo pessoal
Mesmo assim, Rubia não tem planos de voltar para Redenção, cidade no Pará onde a mãe mora. Mas se surgir uma oportunidade, iria sem pensar. “Apesar de tudo e ser muito ruim a distância eu ainda preciso ir atrás de uma melhora pra mim. Mas se surgir a oportunidade de voltar e conseguir um bom trabalho lá e perto dela, seria melhor ainda”.
Para este ano, Rubia e a irmã já pensaram no presente, compraram uma joia que a dona Eliete queria muito. “Juntamos e compramos um cordão que ela queria muito. Vou falar com ela por vídeo chamada quando forem entregar para ela”, disse.
*Sob supervisão de Vilma Nascimento
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Fonte: G1 Tocantins