Na última segunda (9), a autônoma Ana Lúcia Sousa Silva, de 41 anos, morreu enquanto fazia exercícios físicos em Paraíso do Tocantins. Laudo aponta que ela sofreu AVC. Saiba a importância da avaliação médica antes de começar a fazer exercícios
A avaliação médica antes de se matricular em uma academia e começar as atividades físicas é essencial para reduzir os riscos de infarto e de morte súbita, segundo o médico Bernardo Kremer.
As orientações do profissional alertam sobre os cuidados com a saúde, após a autônoma Ana Lúcia Sousa Silva, de 41 anos, passar mal e morrer enquanto praticava exercícios em uma academia de Paraíso do Tocantins. O laudo aponta que ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
No mês passado, o secretário municipal de esportes de Combinado, Lindon Johson Miguel da Silva, de 49 anos, morreu durante uma partida de futebol no sudeste do Tocantins. Ele sofreu um infarto e ainda foi socorrido, mas não resistiu.
Antes de começar a prática de atividades, é importante passar por uma avaliação física, mas também por avaliação médica.
“A avaliação feita pelo profissional da atividade física visa a questão articular, a capacidade de a pessoa fazer um exercício sem se machucar, sem ter lesões. A avaliação médica feita antes de a pessoa entrar para a academia visa minimizar as chances de um evento cardíaco grave, de um infarto, ou uma morte súbita, que é um grande temor durante atividades físicas”.
Durante a avaliação, o especialista libera ou não o paciente para a prática dos exercícios. Sendo liberado, o atestado delimita que tipo de atividade pode ser feita.
Ana Lúcia Sousa Silva morreu após passar mal e cair com peso em academia
Arquivo pessoal
“Quando a gente faz a liberação da atividade física, o correto do atestado médico é descrever que tipo de atividade será feita porque quando você faz uma atividade cotidiana é um tipo de avaliação, quando você faz atividade física em caráter competitivo é outro tipo de avaliação.
As avaliações podem ser feitas a qualquer momento, quando o paciente apresentar dor ou fadiga desproporcional. Caso contrário, as consultas podem ser realizadas anualmente.
“A gente tenta encurtar isso de acordo com a idade. Se a gente fizer a avaliação de uma pessoa que vai ser submetida a atividade física regular de 18 anos é diferente de fazer uma de 85 anos. Então, quanto mais idosa for a pessoa, mais periódica é a avaliação”.
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Fonte: G1 Tocantins
