Buracos, rachaduras e goteiras: Escola em situação precária oferece riscos a alunos: ‘Aqui não é lugar de estudar’

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Alunos também reclamam que portas de van escolar precisam ser amarradas com cordas durante trajeto. Unidade escolar fica em uma vila, na zona rural de Peixe. Moradores de Peixe reclamam da situação precária de escola
Buracos nas salas, goteiras e paredes com rachaduras. Esses são apenas alguns dos problemas de uma escola pública, que está em condições precárias. A unidade fica na Vila São Miguel, na zona rural de Peixe, sul do Tocantins. Quando chove, os estudantes precisam sair das salas e se abrigar na quadra esportiva.
A produção da TV Anhanguera entrou em contato com a Prefeitura de Peixe para saber o que será feito para melhorar as condições da escola, mas até a publicação dessa reportagem, o município não havia se posicionado.
Os riscos começam ainda na estrada. A van escolar que faz o transporte dos alunos está com o para-brisa trincado. Além disso, as portas precisam ser amarradas com cordas, durante o trajeto.
“A porta, quando você fecha, tem que ser colocada por um trem de liga para poder segurar. Tem vez que o carro está andando e ela abre”, reclamou o estudante Nikolas Santos.
Situação precária de escola em Peixe deixa moradores indignados
Reprodução/TV Anhanguera
A corda que mantém a porta fechada foi emprestada pela produtora rural Ivanilta Batista, mãe de uma aluna que depende do transporte escolar. “Ontem quando eu vim aqui na Vila, que retornei para a minha casa, o aluno teve que ir segurando a porta até na minha casa para pegar a corda e amarrar”.
Os ônibus e vans transportam alunos de comunidade rurais da Vila São Miguel. São cerca de oito rotas que têm como destino essa escola da rede municipal de ensino.
Na parte interna da escola, mais problemas. As mesas dos alunos estão desgastadas e perdendo as condições de uso. As salas estão sem portas. “Já deveriam ter embargado essa escola porque a situação aqui é de calamidade pública. Isso aqui não é lugar de os filhos virem estudar, isso aqui é uma vergonha para o município”, lamentou o comerciante Hiones Lisboa.
São salas de aula com piso esburacados, paredes com rachaduras e forro com perfurações. A agricultora, Eliane Sousa dos Santos, estudou na unidade há mais de 10 anos. Ela conta que, desde então, o local nunca passou por reformas.
Imagem mostra pai de aluno que consegue tocar o chão de barro através do piso em escola de Peixe
Reprodução/TV Anhanguera
“Hoje, meu filho está com 10 anos, estuda aqui. A reforma foi feita na época que eu ainda era aluna da escola. O trem está pior, a gente nunca chegou a ver a escola nas condições que ela está”.
A chegada do período chuvoso preocupa. Isso porque a estrutura está cheia de goteiras. Sempre que a chuva é mais forte, as salas precisam ser desocupadas e os estudantes são levados para a quadra de esportes.
“A gente fica com medo de mandar os filhos para a escola porque no momento da chuva cai telha, o forro da cantina está caindo em cima das merendeiras”, afirmou o vaqueiro Edson Henrique dos Santos.
As portas dos banheiros está enferrujada e com pontas de metais soltas. O banheiro feminino virou depósito. Em cima, ficam restos da mobília escolar e dentro, são guardados outros equipamentos usados na escola.
Imagem mostra pai de aluno que consegue tocar o chão de barro através do piso em escola de Peixe
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins