Com o fim das chuvas, brigadistas começam a fazer queimadas controladas para evitar focos nas regiões de mata

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Projeto começou há três anos e estratégia é usar o fogo para combater o próprio o fogo, segundo o Naturatins. Brigadistas fazem trabalho de prevenção contra queimadas no Tocantins
O cerrado é um bioma que sofre no período de estiagem por causa das queimadas florestais. Neste ano, as chuvas já estão se despedindo e para que a situação não se torne crítica quando o sol não der trégua, brigadistas já começaram os trabalhos para evitar que o número de focos seja tão alto quando em 2022.
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O produtor rural Tomaz Aquino Gomes sabe como é perder bens por causa do fogo, que traz diversos prejuízos. “Quase todos os anos invade a fazenda. Fico sem alimento para os animais, queima cercas e muito prejuízo. Pra eu e os vizinhos”, disse.
No ano passado, o cerrado teve mais de 56 mil focos de incêndio registrados pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Neste ano, mesmo ainda no período de chuva, já são mais de 3,6 mil registros.
Os brigadistas do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) fazem o que é chamado de manejo integrado do fogo. Uma das etapas é a queima controlada nas margens das rodovias.
Manejo controlado já começou no Tocantins
TV Globo/Reprodução
“A gente sempre faz esse trabalho entre o meio-dia e às 5 da tarde que tem uma visibilidade melhor faz a sinalização da pista e conta muito, mas muito mesmo com a compreensão das pessoas que estão passando na rodovia né. Esse é um trabalho que ele gera transtornos, mas que ele traz resultados muito positivos ali na frente inclusive para o motorista que usa a pista”, explicou Camila Muniz, supervisora da APA do Lajeado.
Com drones, os brigadistas mapeiam os pontos que precisam passar pela queima. O objetivo é criar uma faixa de segurança que impeça que o fogo avance se uma queimada acidental ou criminosa acontecer.
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Além das rodovias, os brigadistas percorrem toda a área de proteção ambiental Serra do Lajeado, que fica no entorno de Palmas.
A queimada controlada é feita com acompanhamento rigoroso dos brigadistas, que com o soprador monitoram as chamas para que elas não se espalhem completamente por toda a Serra.
Essa área manejada ela serve de bolsão de proteção para a fauna na época da seca mais severa. Se tiver queima nessa parte que já foi manejada, não acontece”, explicou o brigadista Alessandro Muniz da Silva.
Brigadista faz a queimada controlada
TV Globo/Reprodução
O projeto de manejo integrado, do Naturatins, começou há três anos. A estratégia é usar o fogo para combater o próprio o fogo.
“Da forma com que a gente tratava o fogo, a pessoa e colocava o fogo e escondia, porque ela estava cometendo um crime. Então nesse manejo integrado, a instituição procura a comunidade e deixa ela segura de fazer o fogo no período certo, com as técnicas corretas. De forma que ele vai ali, ele comunica o vizinho, ele faz aquela queima assistida e ainda tem o apoio do poder público nessa execução”, esclareceu a supervisora da APA do Lajeado.
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Fonte: G1 Tocantins