Concessionária de água descarta risco de desabastecimento em Palmas e diz que está fazendo captação no lago

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Gerente de operação da BRK em Palmas explicou que maior parte da captação é feita no lago durante o período em que os mananciais, como o ribeirão Taquaruçu, enfrentam estiagem. Captação de água está sendo feita no lago de Palmas
Divulgação/Prefetura de Palmas
A BRK Ambiental, concessionária de água e esgoto em Palmas, descartou nesta segunda-feira (6) o risco de desabastecimento na capital por causa da crise hídrica que atinge boa parte do país. O gerente de operações da empresa em Palmas, Dalton Bracarense, explicou em entrevista ao Jornal Anhanguera 1ª Edição que houve mudanças na estratégia de captação para evitar qualquer problema.
Quando a situação dos mananciais permite, a água é retirada do ribeirão Taquaruçu para ser tratada e enviada ao sistema. O problema é que este manancial ficou com o volume de água muito baixo devido à estiagem, insuficiente para atender toda a cidade. Por isso a mudança no local de captação.
Durante período de estiagem, 90% da água da capital sai do lago de Palmas; entenda
Segundo Bracarense, atualmente 90% da água consumida por Palmas está sendo retirada do lago formado pela represa da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, em Lajeado, popularmente conhecido como lago de Palmas. Nos dois casos, o tratamento da água é feito na estação de tratamento de esgoto da BRK .
“A estação é responsável por fazer a limpeza, esse tratamento da água. Inclusive, recentemente ela praticamente duplicou a sua capacidade para a gente poder garantir, com folga, o abastecimento da cidade. Uma vez passada essa fase do tratamento, a gente vai para uma fase final de desinfecção com cloro e de adição de flúor principalmente ai pro combate à cárie nas crianças”;
Mesmo assim, Bracarense ressaltou que as medidas de consumo consciente devem ser seguidas por todos. Entre as ações que podem contribuir estão: desligar torneiras enquanto escova os dentes ou ensaboa a louça, tomar banhos curtos e também desligar enquanto passa o sabonete ou shampoo e usar baldes ao invés de mangueiras para lavar carros e calçadas.
A crise hídrica vem sendo sentida em todo o país, com rios abaixo da vazão normal em praticamente todas as regiões. De imediato, a seca tem levado ao aumento do preço da conta de luz e se transformou em mais uma pressão inflacionária para a população – que já sofre com a alta de combustíveis e alimentos.
No final de agosto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a capacidade atual do país de geração de energia elétrica será insuficiente para atender à demanda a partir de outubro. Para tentar socorrer o sistema elétrico do sudeste, represas no estado de Goiás estão aumentando a vazão liberada para o rio Tocantins para ampliar a capacidade de produção das usinas no Tocantins e no Pará. Apenas no território tocantinense, quatro hidrelétricas devem sentir o aumento da vazão.
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Fonte: G1 Tocantins