Donos de supermercado são indiciados por assediar sexualmente pelo menos 10 funcionárias em Paraíso

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Investigação identificou que os crimes ocorreram ao longo dos últimos seis anos em Paraíso do Tocantins. Polícia Civil informou que mais de 30 pessoas foram ouvidas. Caso foi registrado na cidade de Paraíso do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (23) uma investigação sobre assédio sexual em um supermercado de Paraíso do Tocantins, na região central do estado. Os dois homens que são donos do estabelecimento foram indiciados soba a acusação de que teriam abusado de pelo menos 10 mulheres que trabalharam na empresa ao longo dos últimos seis anos.
O nome da empresa não foi divulgado pela Polícia Civil e por isso o G1 não conseguiu localizar a defesa para pedir um posicionamento.
De acordo com o delegado que cuidou da investigação, José Lucas Melo, cerca de 30 pessoas foram ouvidas durante a apuração. O caso está sob responsabilidade da 6ª Delegacia de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (6ª DEAMV).
A investigação começou por causa de dos relatos de funcionários e ex-funcionários sobre os episódios. Eles relataram que as mulheres que não sediam aos avanços dos patrões sofriam represálias, entre elas piores condições de trabalho e até demissão.
“O assédio sexual possui uma gravidade elevadíssima, uma vez que objetifica a vítima, atingindo sua dignidade e muitas vezes causando abalos graves à sua saúde. No caso investigado, mulheres que saiam de suas casas para buscar o seu sustento e o de suas famílias sofreram vários abusos por parte de quem deveria garantir um ambiente de trabalho sadio. O fato de ter perdurado por um longo período de tempo e contra várias vítimas demonstra a confiança na impunidade por parte de quem comete esse tipo de crime, que se considera acima da lei por possuir poder aquisitivo e influência social. Mas PC-TO respondeu à altura e os fatos foram devidamente investigados”, disse o delegado.
Todo o inquérito foi enviados ao ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que agora devem avaliar se a denúncia já pode ser oferecida ou se são necessárias mais diligências. As vítimas estão sendo orientadas quanto aos procedimentos cíveis que podem realizar. A SSP disse que uma cópia da investigação será remetida ao Ministério Público do Trabalho.
A Polícia Civil reforçou a necessidade de que situações do tipo sejam denunciadas. Qualquer pessoa que tenha conhecimento de casos que possam configurar crime, devem se dirigir a qualquer delegacia de polícia no Tocantins e levar os fatos ao delegado de polícia.
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Fonte: G1 Tocantins