Secretário Estadual da Saúde disse que aguarda orientação do Ministério da Saúde para retomar procedimentos. Até o mês de maio, 5.400 pessoas aguardavam na fila de espera. Tocantins aguarda orientação do Ministério para voltar a realizar as cirurgias eletivas
Com as cirurgias eletivas suspensas desde o início da pandemia, mais de 5.400 pacientes estão na espera por um procedimento. Nesta quarta-feira (4), durante entrevista ao Bom Dia Tocantins, o secretário estadual de saúde, Edgar Tollini, disse que aguarda um posicionamento do Ministério da Saúde, mas que a expectativa é que elas voltem a ser realizadas a partir deste mês de agosto.
Segundo o secretário, essa é uma das pautas mais discutidas atualmente no Conselho Nacional de Secretarias de Saúde e que problemas, como a falta de kits intubação, podem atrapalhar a realização dos procedimentos.
“Primeiro, você precisa entrar com segurança na unidade hospitalar. Segundo, estamos com estoque de sangue muito baixo. Terceiro é a falta de kits intubação, que são os mesmos usados para situações de anestesias necessárias para cirurgias eletivas. Quer dizer, cada paciente intubado – hoje tem 103 nas unidades públicas – se não houvesse pandemia, eu poderia estar fazendo em torno de 100 cirurgias por dia”, disse ele.
Tollini afirmou que o Estado está com o plano operacional pronto para entrar em funcionamento “assim que o Ministério der respaldo principalmente a respeito dos kits de intubação e anestésico”.
Pacientes sofrem com a espera. No mês passado, a TV Anhanguera e o G1 contaram a história da aposentada Maria Geronima de Oliveira.
Em outubro do ano passado, a aposentada quebrou a perna direita. Precisou ficar internada no Hospital Geral de Palmas, enfrentou o problema da superlotação, ficou no corredor e ainda sofreu a angústia de ter a cirurgia marcada e desmarcada diversas vezes.
“Estava no sofrimento, sem poder andar, sem poder botar o pé no chão”, lamentou.
Cansada de esperar, a família recorreu a um empréstimo para realizar a cirurgia na rede particular, mesmo sem condições. “Era muito complicado. Ela corria o risco de uma trombose porque já tinha muito tempo parada e a gente ficou muito aflita. Com a situação, a gente resolveu conversar e procurar um empréstimo com terceiros para fazer cirurgia na rede particular”, explicou a filha da paciente, Francisca Francilete de Oliveira.
Outra paciente que está na fila é a Maria Helena de Oliveira. Na cadeira de rodas, ela aguarda há três anos.
“Tomo remédio dia e noite e estou com muita dor. Não aguento mais. Não aguento nem dormir. Por favor eu estou precisando demais dessa cirurgia”.
Maria Helena está há três anos esperando por cirurgia e não aguenta mais conviver com a dor
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins
