Fresno recebe Lulu Santos no Lollapalooza em show com emo renovado

0
97
Grupo foi reforçado por quinteto tocando instrumentos de sopro e concentrou show no repertório mais recente. Uma fina garoa molhava o público na frente do segundo palco mais importante do Lolla, quando o grupo começou a tocar “Vou ter que me virar”, primeira do setlist.
Lucas Silveira teve que se virar com as falhas no microfone nos primeiros versos. Ele apontou para o mic e tudo se acertou a partir dali. Como o vocalista e guitarrista havia dito ao g1, a banda não montou um setlist para o festival. Montou uma nova banda.
Hoje, o Fresno é oficialmente um trio: tem apenas Lucas, Gustavo Mantovani (guitarrista) e Thiago Guerra (baterista) na formação oficial. Percussionista, baixista, tecladista e um quinteto de músicos tocando instrumentos de sopro deram nova cara a músicas antigas e às novidades dos dois álbuns recentes.
Outro reforço desta tarde foi Lulu Santos. Juntos, a banda e o cantor tocaram “Já faz tanto tempo” (do Fresno) e “Toda forma de amor” (de Lulu).
“FUDEU!!!”, de 2021, veio com Lucas gritando “Fora Bolsonaro”. A frase também apareceu no telão e foi repetida por fãs por cerca de 30 segundos. “Manifesto” foi dedicada a Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, que morreu na sexta-feira e se apresentaria no Lolla.
Em um mundo com Olivia Rodrigo berrando “Good 4 U” no topo das paradas, faz (ainda mais) sentido ouvir Lucas no Lolla cantando que “Quebre as correntes”, o primeiro grande hit da banda, marco zero do emo “mainstream” brasileiro. Os riffs colantes e os versos emotivos botaram para cantar (e chorar) quem usava franja e lápis de olho em 2004.
Se Avril lançou álbum de volta às origens e até Anitta está na onda do pop punk, é natural que festivais como o Lollapalooza se rendam mais ao emo, apelido carinhoso do hardcore emotivo.
“Não existe mais foda do que compartilhar isso com vocês. Eu sei que vocês estiveram com a gente em 20112012… Aqui não tem revival de porra nenhuma, a gente esteve vivo”, disse Lucas, já perto do fim do show.
Com mais de 20 anos de carreira, o grupo gaúcho fez um show para agradar quem chegou cedinho ao Lolla para ver o Fresno; e aqueles desavisados que querem ver outras bandas, mas resolveram dar uma parada para ver aquele som encorpado que estava vindo do palco.

Fonte: G1 Entretenimento