De acordo com os dados do Procon, o quilo do produto sofreu uma alta de quase 50%. Economista explica que o preço não cai porque o item é essencial na cesta básica. Feijão some da mesa do consumidor porque alta chega a 50% em um ano
Manter o feijão no prato de cada dia tem se tornado cada vez mais difícil para os consumidores. De acordo com os dados do Procon, o quilo do grão sofreu uma alta de quase 50%. Em julho do ano passado, o preço variava de R$ 5,29 a R$ 7,99. Atualmente, o custo flutua entre R$ 7,49 a R$ 10,99.
“Hoje, querendo ou não o feijão se tornou um alimento para rico. É muito difícil. Feijoada acabou”, disse o cantor Wesley Costa.
A secretária Socorro Marques conta que tem reduzido o consumo e buscado estratégias para comprar o produto. “Muito caro o feijão, não dá para comer todos os dias. Você come hoje aí congela um pouco para amanhã e tem que ser aquele tantinho certo. Se tem promoção eu corro aqui, vou ali, vou pesquisando”, contou.
O aumento do feijão, assim como de outros itens da cesta básica faz subir também o preço do PF. Em um restaurante de Palmas, por exemplo, são usados cerca de 250 quilos do feijão por mês. A proprietária precisa equilibrar os gastos para não perder na margem de lucro.
Feijão se tornou um vilão na cesta básica
Reprodução/TV Anhanguera
O economista Leonardo Brasil explica que o preço não cai porque o item é essencial na cesta básica.
“Os itens essenciais, aqueles que a gente não deixa de consumir e não tem como substituir facilmente eles dificilmente sofrem redução de preço significativa. Pode até acontecer por uma redução de custos, mas com a demanda deles é relativamente constante há um suporte que faz com que os preços não diminuam”, disse.
Mas o feijão não virou vilão sozinho. Essa alta tem influência de muitos itens do mercado. “Decorreu de questões da plantação, logística, colheita, insumos da plantação. São fatores ligados aos custos que compõe o preço do produto até ele chegar ao supermercado”, disse o economista.
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Fonte: G1 Tocantins
