Moradores que se recuperam da dengue reclamam do aumento nos casos em bairros de Paraíso do TO

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Infestação é maior nos setores mais afastados do centro. Prefeitura diz que faz ações de combate e pede que população elimine focos dentro de casa. Número de casos de dengue assustam moradores de Paraíso, na região central do estado
Os moradores de Paraíso do Tocantins, na região central do estado, estão preocupados com o aumento nos casos de dengue, chikungunya e zika, causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O medo é maior ainda para quem mora nos bairros mais afastados do centro da cidade. Quem está se recuperando da dengue sabe bem os riscos.
O aposentado Nivaldo Ferreira, que vive no setor Nova Fronteira, já pegou a dengue diversas vezes. “Tive três vezes e a última vez quase fui ‘pro buraco’. Minha ‘veia’ teve também e até a dengue hemorrágica ela já pegou”, contou.
No mesmo setor, a dona de casa Geiciane Mauriz ainda está se recuperando da dengue e anda com dificuldades. Há poucos dias, ela, o marido e dois filhos tiveram a doença. “Agora que estou me recuperando. Estou com 15 dias e ainda dói as juntas, dói os pés, os pés incham. Ainda estou caminhando devagarzinho”, disse.
A cidade já registrou nesse ano 287 casos de dengue, 327 de chikungunya e 103 de zika.
Água parada é local para reprodução do Aedes
TV Anhanguera/Reprodução
O morador Luiz Neto também pegou a dengue recentemente e ainda sente os efeitos d doença. “Dores nas pernas, nas articulações. Na realidade é geral. Dizem que é uns 60 dias para recuperar, porque ela fica indo e voltando”, afirmou.
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Ações de combate
Para que a infestação do mosquito seja reduzida, principalmente nos bairros mais afastados do centro, o secretário de saúde de Paraíso Arllérico André pediu que a população vistorie os quintais para evitar focos nas residências.
“Quero pedir o apoio da comunidade para que tire dez minutos durante a semana e faça uma vistoria na sua casa, no seu quintal, eliminando possíveis criadouros”, destacou.
A Saúde Municipal também informou que está realizando ações de rotina, como visitas domiciliares para acabar com possíveis focos e que já começou a fazer um levantamento rápido de infestação predial, para saber quais são os locais mais afetados pelo mosquito.
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Fonte: G1 Tocantins