Projeto é ofertado de forma gratuita e previne gestações por três anos. De 15 mulheres de rua que podem receber o contraceptivo, três aceitaram. Projeto faz implante contraceptivo em mulheres em situação de vulnerabilidade
Um projeto de implante hormonal está sendo ofertado de forma gratuita para mulheres em situação de rua de Araguaína, no norte do estado. O método, que é aplicado por baixo da pele, previne a gravidez por três anos.
Quem atende e faz a busca ativa por essas mulheres é a equipe do consultório de rua da Secretaria Municipal de Saúde da cidade. A Luana Moraes Santos tem 28 anos, cinco filhos, e é moradora de rua. Foi a primeira a aceitar a aplicação do chamado Implanon. “Estou me sentindo privilegiada, de coração, e agradeço”, disse.
As equipes fazem as buscas pelas mulheres de forma discreta. Os enfermeiros conversam com as mulheres para explicar a importância de prevenir uma gravidez indesejada e como funciona o implante hormonal. De 15 mulheres em idade fértil que podem receber o contraceptivo, três aceitaram.
Equipe do Consultório de Rua faz a busca de mulheres para receber o impante
TV Anhanguera/Reprodução
Conforme a Semus, o procedimento é simples e consiste em um pequeno tubo de silicone colocado embaixo da pele, no braço da paciente. Ele vai liberar os hormônios gradativamente durante três anos, tempo em que previne a gravidez.
Como outros métodos exigem uma rotina por parte das pacientes, o implante é o mais indicado para mulheres que têm pouco ou nenhum acesso à saúde pública. “Justamente por essa dificuldade delas às vezes de manter uma rotina de tomar um método anticoncepcional oral, que tem que tomar todo dia, no mesmo horário. O Implanon veio para tentar fazer com que ela esteja segura por um período de três anos e não precisa daquela rotina”, explicou Littza Clayenne, coordenadora de Ciclos da Semus.
Para a implantação, as pacientes são encaminhadas para as unidades de saúde do Araguaína sul e Setor Maracanã.
Além disso, a público feminino pode ter acesso a outros métodos contraceptivos de uso oral e injetável, além dos preservativos masculino e feminino, que protegem contra infecções sexualmente transmissíveis, informou a Saúde Municipal.
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Fonte: G1 Tocantins
