Piloto e copiloto flagrados com 220 kg de cocaína em avião têm prisões preventivas decretadas

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Durante audiência de custódia que ocorreu na tarde desta sexta-feira (3), a juíza Umbelina Lopes Pereira Rodrigues também autorizou a incineração dos 220 kg de entorpecentes apreendidos. Droga foi encontrada em avião
Polícia Civil/Tocantins
A Justiça converteu as prisões em flagrante do piloto e copiloto do avião encontrado com mais de 220 kg de pasta base de cocaína em Porto Nacional em prisões preventivas. A audiência de custódia ocorreu na tarde desta sexta-feira (3) e segundo decisão da juíza Umbelina Lopes Pereira Rodrigues, Lucas Marcos da Silva Pereira e Moyzes Henrique de Oliveira deverão ser encaminhados para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.
“Dada a natureza e quantidade vultuosa da substância apreendida, bem como as circunstâncias que envolveram a prisão em flagrante, evidenciando a necessidade e adequação da custódia preventiva como garantia da ordem pública, até que sejam colhidas informações se os autuados se dedicam a atividade criminosa envolvendo drogas”, destaca a magistrada da 2ª Vara Criminal de Porto Nacional em trecho da decisão, que determina ainda que Pereira e Oliveira permaneçam presos durante a instrução criminal.
Na tarde da última quinta-feira (2), as polícias Civil e Militar prenderam a dupla, que havia desembarcado no Aeroclube, no Setor Aeroporto, com o avião carregado com 220 kg de pasta base de cocaína.
As autoridades tocantinenses foram alertadas pela Polícia Civil de São Paulo após a prisão de dois homens em Jaboticabal (SP), que informaram sobre uma aeronave que possivelmente pousaria em Porto Nacional com os entorpecentes. O destino da droga seria o estado do Maranhão.
Os tabletes de pasta base de cocaína apreendidos tinham etiquetas com o rosto de um dos mais famosos gângsteres da história, o Al Capone. Ele dominou o crime organizado em Chicago, nos Estados Unidos, durante o período da lei seca, na década de 1927. Aos 28 anos, sua fortuna era estimada em 100 milhões de dólares, fruto do jogo ilegal, tráfico de álcool e prostituição.
Pacotes de cocaína com o rosto de Al Capone estampado são apreendidos vindo de Jaboticabal (SP)
Divulgação
Incineração autorizada
No mesmo documento, a juíza ainda autoriza a incineração de todo o entorpecente apreendido, avaliado em R$ 72 milhões, a pedido da Polícia Civil, tendo em vista grande quantidade de drogas apreendidas e poucos recursos para a proteção e armazenamento.
Também determinou que o Ministério Público se manifeste, em até cinco dias, sobre a utilização da aeronave “no combate ao tráfico de entorpecentes e preservação do objeto até a destinação final”.
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Fonte: G1 Tocantins