Preço do café sobe e chega a R$ 7,49 nos supermercados de Palmas

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Além do cafezinho, outros alimentos consumidos no café da manhã tiveram alta, como o pão francês e o leite. Café da manhã fica mais caro após aumento no valor dos ingredientes
Os alimentos consumidos no café da manhã estão cada vez mais caros para o consumidor. A maior alta registrada nos últimos meses foi a do café, cujo preço pode chegar a R$ 7,49, segundo levantamento realizado pelo Procon no dia 4 de outubro.
A pesquisa aponta que o valor do café torrado moído de 250 gramas está variando entre R$ 3,58 e R$ 7,49 nos supermercados da capital. Em junho desse ano, o produto era encontrado por um preço entre R$ 2,49 e R$ 5,59.
O valor do tradicional pão francês também está mais salgado. O preço mínimo era de R$ 5,99 o kg. Nos últimos meses, o alimento saltou para R$ 8,99. O maior valor encontrado nas padarias se manteve em R$ 14,90.
O valor do leite também apresentou variação. Em junho, o produto poderia ser encontrado de R$ 3,59 a R$ 4,69. Conforme o Procon, nesse mês de outubro, o item que não pode faltar em muitas mesas, passou a ser vendido de R$ 3,79 a R$ 4,99.
Café da manhã fica mais caro após aumento no valor dos ingredientes
Reprodução
Mas nos últimos meses não foram apenas os produtos do café da manhã que passaram a pesar mais no bolso. Para os estabelecimentos, o desafio é não repassar tudo para o consumidor.
Em uma padaria que fica na zona norte de Palmas, por exemplo, é necessário o uso de chapa, fornos e freezer para deixar os produtos prontos para a venda. A proprietária Nuria Rios disse que está segurando para não aumentar os preços.
“Tem sido bem complicado porque toda semana tem reajuste de algo, tem o reajuste do gás, energia elétrica, os produtos da produção têm aumentado bastante. Mas, estamos tentando repassar os mesmos valores para o cliente. Às vezes, damos descontos para o cliente não ir sem o produto”.
Para o economista Marlo Galvão, a alta está relacionada a um processo de inflação.
“No momento estamos tratando de um processo inflacionário. Existe um custo para o produtor e o produtor acaba repassando para o consumidor. Uma tentativa seria a substituição do trigo por um produto nacional, amido de milho, farinha de mandioca. Seria uma tentativa de sofrer com apenas um dos processos de elevação dos preços. O trigo é basicamente importado, a gente sofre com o processo inflacionário em si e com o impacto na desvalorização do câmbio nacional”.
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Fonte: G1 Tocantins