Suspeita de mandar espancar mulher teria agido por ciúmes e convencido comparsa a cometer crime, diz MPE

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Francisca da Silva Batista, a filha Lara Eduarda Batista da Cruz e Welerson da Silva Monteiro, suposto autor das agressões a Ana Zilda Santos Almeida, foram denunciados pelo crime de homicídio qualificado. Vítima morreu após ficar uma semana internada. Ana Zilda Santos Almeida foi espancada no dia 5 de outubro
Divulgação
O motivo para o assassinato de Ana Zilda Santos Almeida, de 49 anos, seria o sentimento de ciúmes que Francisca da Silva Batista, suposta mandante do crime, teria contra a vítima. É o que apontou o Ministério Público Estadual (MPE), que denunciou três envolvidos no crime que ocorreu em Araguaína, no norte do estado.
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Ana Zilda foi morta com golpes na cabeça no dia 5 de outubro. Ela ficou uma semana em coma no Hospital Regional de Araguaína (HRA) e a morte encefálica foi confirmada no dia 12 de outubro.
Francisca e a Lara Eduarda Batista da Cruz, de 19 anos, foram presas na terça-feira (17), como mandantes do crime. Welerson da Silva Monteiro, de 32 anos, apontado como autor do espancamento, foi localizado no dia 10 de outubro.
Segundo o MPE, que apresentou documento à Justiça na quinta-feira (19), a denunciada se uniu à filha Lara Eduarda e juntas convenceram Welerson a matar Ana Zilda sob o pretexto de um suposto processo em que envolvia as duas ‘rivais’.
A suposta mandante teria contado ao homem que a vítima testemunharia em um processo que causaria a perda da guarda da filha mais nova de Francisca. Conforme a denúncia, Welerson gosta muito da menina e por isso aceitou cometer o homicídio. Na realidade, Francisca teria o sentimento de ciúmes por causa de um envolvimento amoroso do ex-companheiro com a vítima.
Dia do crime
Ana Zilda foi atacada no início da manhã. A denúncia aponta que Francisca e a filha Lara levaram Welerson na rua onde a vítima passaria, por volta das 6h40.
Na conclusão do inquérito da Polícia Civil, a investigação descobriu que o suspeito bateu a cabeça da mulher na quina de um poste diversas vezes, situação que causou traumas e perda de massa encefálica.
Depois disso, o suspeito pegou a bolsa e o celular de Ana Zilda, voltou para o carro onde estavam mãe e filha e todos fugiram do local.
O promotor Daniel José de Oliveira Almeida, requer que o trio vá a júri popular por homicídio qualificado, com os agravantes de motivo torpe, meio cruel devido aos golpes violentos e mediante emboscada, já que o crime foi premeditado para acontecer em um lugar onde a vítima passaria para ir ao trabalho.
Eles também poderão responder por furto qualificado, já que Welerson levou os pertences da vítima.
Suspeito do crime foi localizado e preso pela polícia
PC/Divulgação
O que diz a defesa
O advogado de Francisca e Lara, Daniel Junior Bispo dos Santos, informou que não foi intimado da denúncia do Ministério Público e que não tem como se posicionar no momento. Assim que tiver acesso, o advogado afirmou que enviará nota à imprensa.
O g1 não conseguiu contato com o advogado do denunciado.
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Homicídio
No dia do assassinato, testemunhas contaram à Polícia Militar que o homem chegou fazendo ameaças e exigindo a bolsa de Ana Zilda. Só que a mulher não teria atendido imediatamente. Em seguida, o criminoso efetuou as agressões.
O primo da vítima Edmilson Lopes dos Santos contou ao g1 que Ana Zilda falava com a tia ao telefone no momento em que foi abordada. Ele disse também que a prima já teria brigado com uma das suspeitas presa como supostas mandantes do crime. O motivo do atrito entre vítima e suspeita não havia sido revelado pelo parente na época.
Ana Zilda ficou internada no Hospital Regional de Araguaína. Mas a morte encefálica foi confirmada no dia 12 de outubro.
O suspeito de atacar a mulher foi flagrado por câmeras de segurança que ficam próximas ao local. Na fuga, a polícia apontou que ele enganou um motorista para conseguir sair da região.
Suspeito fugindo com bolsa da vítima
Reprodução
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Fonte: G1 Tocantins