Tribunal de Justiça aumenta para nove anos a pena de Iolanda Fregonesi pela morte de Pedro Caldas

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Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), que propôs o recurso, ela poderá recorrer da nova pena ainda em regime semiaberto. Iolanda Costa Fregonesi foi interrogada sobre a morte de Pedro Caldas
Reprodução/TV Anhanguera
A Justiça julgou recurso e aumentou a pena de Iolanda Fregonesi, condenada por atropelar e matar o médico e triatleta Pedro Caldas, para nove anos, quatro meses e 15 dias. Com a mudança na pena, Iolanda, de 25 anos, teria que cumprir a pena em regime fechado. Entretanto, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), que propôs o recurso, ela poderá recorrer em regime semiaberto.
O MPE pediu o aumento da pena após o julgamento, que ocorreu em março deste ano. Na época, Iolanda havia sido condenada a sete anos e 11 meses pelo homicídio doloso do médico. Segundo o órgão, ela não irá ser presa agora porque a pena ainda é inferior a 15 anos, tendo ela esse direito durante os recursos.
A defesa de Iolanda informou que irá recorrer e que durante o julgamento do recurso não foi mencionada a expedição de mandado de prisão para início do cumprimento da pena em regime fechado. Durante o andamento do processo, ela nunca se manifestou.
O médico Pedro Caldas e um colega foram atropelados enquanto corriam em uma marginal da TO-050, no perímetro urbano de Palmas. Caldas morreu após passar quase um mês em coma.
Como a primeira pena havia disso inferior a oito anos, ela teve o direito de cumprir em regime semiaberto.
De acordo com o MPE, no julgamento do recurso, que aconteceu na tarde de terça-feira (20) na 2ª Câmara Criminal, o Tribunal de Justiça acatou a tese de culpabilidade exacerbada, proposta pela promotoria e aumentou a pena de Iolanda para mais de nove anos.
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Relembre o caso
O acidente aconteceu no dia 12 de novembro. Pedro foi levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde passou por cirurgia e foi transferido para uma UTI particular e morreu em 16 de dezembro. O colega de Pedro, Moacir Naoyuk Ito, também foi atropelado por Iolanda e sobreviveu.
Após o acidente Iolanda foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada para responder em liberdade. Ainda segundo a investigação da Polícia Civil, em 2016 a jovem já havia atropelado um casal na Avenida Tocantins, em Palmas.
Pedro Caldas tinha 40 anos e sua morte gerou muita repercussão. Ele deixou três filhos pequenos. Na época do julgamento o pai de do médico, Luciano Caldas, disse que buscaria por uma punição que ele considera mais justa. “É inadmissível que a morte de um ser humano, pai de família, profissional competente, dedicado à função à cidade, seja desrespeitada desta maneira”, disse o pai.
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Fonte: G1 Tocantins